Por que ainda escrevo esses versos?
Por que ainda me entrego a esses sentimentos tão dispersos?
Por que motivos ainda luto?
E no vazio da minha eternidade,
Por que ainda te espero?
Acabou a noite, a chuva, a paixão
Já passou o efeito do vinho,
Regressa ao lar a minha sensatez,
E só agora vejo que perpetua-se o ‘não’
Para onde foram meus dias com lua,
Onde brilhavas no céu da minha poesia,
Que de tanto que era tua, e de tanto que era minha,
A sua se tornava a minha poesia
Confundiste-me com teu brilho
A luz dos teus olhos ofuscou a minha razão
Essa luz tão cristalina, refletida em tua pele nua,
Mas agora, quando volto a minha perpétua noite,
Só agora posso ver, que tu não és a minha lua.